Cidadania Italiana

Considerações iniciais:

O que é ser um cidadão? O que é ser um cidadão italiano morando no Brasil? O que é ser um cidadão italiano e brasileiro ao mesmo tempo? Será que é deixar de torcer para o Brasil na Copa do Mundo? Ou quem sabe dar nomes italianos aos filhos? Será que ser cidadão é simplesmente ter um documento de identidade ou um passaporte?

Se seu objetivo em ter a cidadania italiana reconhecida seja apenas para ter um passaporte europeu, recomendo que desista. Nem comece essa busca! Primeiro porque os brasileiros não precisam de passaporte europeu para fazer turismo na Itália ou qualquer outro país da União Europeia. Segundo, e o principal, é que o processo pode levar alguns anos, e se não houver um vínculo mais permanente, você poderá acabar sendo vencido pelo cansaço, e já terá investido um bom dinheiro para nada.

O que me fez iniciar esse processo foi a necessidade de conhecer melhor a origem da minha família. Depois do início da pesquisa por documentos antigos, passei a me aprofundar na cultura italiana e tentei identificar em minha vida os traços dela. Em certo momento, iniciei meus estudos da língua italiana, e depois a comecei a ler jornais e revistas com notícias sobre a Itália. Esse movimento me estimulou a ficar conectado com a Itália durante os quase 10 anos de espera no consulado de Porto Alegre. Hoje me identifico muito com a cultura e os costumes italianos, e obviamente, não quero que isso mora comigo. Por isso, pensando nos meus filhos, é que renovei meu desejo de ter a cidadania italiana reconhecida.

Neste espaço irei descrever dicas e informações baseadas na minha própria experiência. Informo que optei por não contratar nenhum escritório especializado. Preferi eu mesmo conduzir o processo. Em alguns casos foi melhor, noutros acabei errando um pouquinho. Por isso, quero descrever esses problemas e sugerir um caminho mais tranquilo. Informo que não se trata de um roteiro. Jamais deixe de consultar as informações consulares e leis italianas. E, muito cuidado na hora de contratar um escritório “especializado”, há muito picareta no mercado.

Colonizadores italianos em Caxias do Sul (RS)

Dúvida inicial – Onde nasceu o italiano?
Talvez a maior dificuldade quando se deseja iniciar o processo de reconhecimento da cidadania italiana seja obter informações precisas e confiáveis. Os parentes vivos já não recordam o que os antigos diziam. Há muita informação contraditória, algumas meia-verdades, e muitos achismos etc. Coisas de família, normal. Por isso, é indispensável saber exatamente onde nasceu (comune italiana) o antecedente italiano. Porque se souber onde ele nasceu, provavelmente terá acesso com certa facilidade a certidão de nascimento italiana (Estratto per riassunto dai registri degli atti di nascita). Sem este documento, esqueça, não dá para fazer absolutamente nada. Nem perca tempo e dinheiro.

Dica: Inicialmente pesquisei na lista telefônica da Itália (vigilio.it). Este sítio apresenta um gráfico com os locais onde há maior incidência por nome/sobrenome. Optei por selecionar a região de maior incidência (no meu caso a região de Vicenza havia maior concentração), listei algumas (25) paróquias localizadas em Vicenza e mandei uma carta ao pároco solicitando o certificado de batismo. Por incrível que pareça, tive muita sorte, pois um padre me respondeu a carta com o documento que havia solicitado. Pronto! Sabia onde havia nascido meu bisavô! Daí, pesquisei no Google o endereço da prefeitura da cidade italiana (comune) e mandei uma carta para o ofício de registro civil (Servizi Demografici – Ufficio Stato Civile) solicitando a certidão de nascimento. Na Itália, os cartórios de registro civil são das prefeituras, e o fornecimento das certidões é gratuito. Por isso, hoje alguns ofícios italianos aceitam a solicitação por meio de mensagem eletrônica (e-mail), o que facilita muito!

Dica: Em Caxias do Sul, na Cúria (igreja católica), consta um registro histórico da imigração italiana. Lá podemos ter acesso a um acervo muito especial, rico em informações. Os livros do historiador Mário Gardelim possuem muito conteúdo que pode ajudar, como por exemplo, nomes de navios e cidades de origem dos imigrantes, local em que receberam terras na chegada etc. Muito raramente podemos encontrar informações nas certidões brasileiras. Em alguns casos, as certidões de casamento são mais completas porque tem a “habilitação”, onde consta alguns dados adicionais. Não crie muita expectativa de encontrar algo, pois como naquela época os meios de transporte eram ruins, o acesso aos cartórios não era tão fácil assim. Era mais simples para o escrivão colocar “natural deste estado”, do que averiguar a nacionalidade do cidadão. Não podemos deixar de considerar que houve o período das guerras mundiais, não sendo muito interessante em alguns casos, o imigrante se identificar como “italiano”.

Panfleto incentivando a vinda dos imigrantes

Importante: Muitos dos italianos que chegaram ao Brasil eram agricultores pobres, que trabalhavam na Itália nas colheitas de frutas e verduras. Essa condição fazia com que eles não tivessem residência fixa na Itália. Ou seja, eram contratados para trabalhar numa propriedade em determinada cidade, depois de terminar o trabalho se transferiam para outra cidade em outra colheita e assim por diante. Embora dificilmente mudassem de região, pode acontecer dos pais terem registrado seus filhos em ofícios diferentes, o que pode dificultar a pesquisa na Itália.

Se tornou brasileiro – Houve naturalização?
Depois de ter a certidão de nascimento italiana precisamos saber se o imigrante se naturalizou brasileiro. Agora está muito simples. Basta acessar o sítio do Ministério da Justiça e fazer a consulta. Sai na hora e é gratuita. Dica: Consulte o nome em italiano e as possíveis variações (nomes abrasileirados), por exemplo: Giuseppe / José; Giovanni / João; Michele / Miguel etc. Não esqueça de imprimir a certidão negativa de naturalização. É documento obrigatório, exigido pela entidade consular italiana. É um documento que faz parte do processo e deve ser apresentado.

Se o imigrante se naturalizou, temos um problema. O italiano poderá transmitir a cidadania apenas aos filhos nascidos antes da naturalização. Ou seja, se o bisavô se naturalizou e o avô já era nascido, os descendentes têm direito. Se o avô nasceu após o bisavô ter se naturalizado brasileiro, não tem como a cidadania ser transmitida, pois ao optar pela naturalização brasileira, o imigrante abriu mão da naturalização italiana. Isso foi alterado com a constituição brasileira de 1988, que passou a permitir a dupla-cidadania. Se você se enquadrar no segundo caso, esqueça, você não tem direito a cidadania italiana. Não perca tempo.

Construindo o processo – Análise documental:
É necessário ir aos cartórios brasileiros e solicitar certidões de inteiro teor até o requerente. Se não sabe em qual cartório estão as certidões, pesquise. Não é tão difícil assim. Basicamente, será necessário emitir as seguintes certidões:

  • Habilitação ao casamento do imigrante italiano.
  • Casamento do imigrante italiano.
  • Óbito do imigrante italiano.
  • Nascimento do filho brasileiro.
  • Casamento do filho brasileiro (se for o caso).
  • Óbito do filho brasileiro (se for o caso).
  • Nascimento do neto brasileiro.
  • Casamento do neto brasileiro (se for o caso).
  • E assim por diante.

De posse desta documentação, precisamos fazer uma rigorosa análise documental, ou seja, verificar se não houve nenhum erro do cartório nos registros. Faça uma espécie de “relação genealógica“, com as informações- nascimento (data/local); casamento (data/local); óbito (data/local) – de descendente italiano até o requerente.

Erros de cartório/registro mais comuns:

  • Nome abrasileirado: nome original conforme certidão italiana=  GIUSEPPE; nome no Brasil = JOSÉ.
  • Sobrenome: o correto é ZANELLA; porém aparece ZANELA ou ZANÉLA ou ZANELLI etc.
  • Local de nascimento/Nacionalidade: correto = ITÁLIA/Italiana; na certidão de nascimento/casamento/óbito aparece “NESTE ESTADO”/”Brasileiro” ou outra informação errada.
  • Datas: nasceu em 18.03.1881 e morreu em 1957, teria que ter 72 ou 73 anos, mas na certidão de óbito aparece 78 ou outra informação errada (erros em datas são complexos – analise com cuidado este aspecto).

ATENÇÃO: Os erros podem gerar dúvida sobre a linha de descendência. Por exemplo, a certidão de nascimento pode ser de um GIUSEPPE ZANELLA que não seja o GIUSEPPE ZANELLA meu bisavó. Pode ser primo ou irmão dele ou de outra pessoa de mesmo nome. Por isso que o documento italiano é importante, porque a filiação poderá confirmar ou não a descendência. Sugestão: Pegue uma folha de ofício comum, em branco, e vá descrevendo, certidão por certidão, os dados que estão nelas (nomes e sobrenomes; datas de nascimento, casamento e óbito; filiação etc). Veja se todas as datas estão corretas, se os locais de nascimento/casamento/óbito estão corretos. Se os nomes registrados estão de acordo com o documento italiano. Não esqueça que a informação sobre os avós estão desde os documentos deles, até nos do neto. O nome dos seus avós aparece nas certidões de nascimento, casamento e óbito dele, e em todas certidões subsequentes, até a sua. Logo, compare os documentos, certifique-se que em todos os documentos a informação esteja correta e escrita da mesma forma.

Passaporte Europeu

Se houver informação/dado incorreto, é recomendável que contrate um advogado e entre com uma petição para retificação junto ao Tribunal de  Justiça (fórum). É um processo simples, e em alguns casos, demora pouco mais de um mês para o Juiz dar seu julgamento. Obviamente que será necessário montar um processo a parte, com a tradução juramentada dos documentos que estão em italiano (certidão de nascimento italiana etc). Se souber o navio e a data que o italiano chegou ao Brasil, você pode solicitar no arquivo nacional o certificado de desembarque, que ajuda a comprovar que efetivamente o imigrante não estava no Brasil quando nasceu. Dica: O judiciário apenas defere pedidos de retificação onde fique comprovado documentalmente que houve erro de grafia por parte dos cartórios. Lembre-se que tudo isso implica em custos, pois terá de contratar o advogado, honrar as despesas no fórum e com as traduções juramentadas, além da reemissão de certidões após o trânsito do julgamento.

Se você optar por não corrigir os documentos, o que não recomendo porque fiz isso e não foi legal, com certeza terá problemas, pois o Consulado Geral da Itália irá fazer a análise documental e qualquer dúvida sobre a linha de descendência poderá negar o pedido ou solicitar outros documentos que comprovem o vínculo sanguíneo. Eles têm aceitado apenas pequenos erros relacionados a nomes abrasileirados, desde que não gere dúvida ao vínculo familiar com o antepassado italiano. É mais fácil o consulado negar o pedido do que aceitar. Pense sobre isso! Por isso, como o consulado demora em torno de 07 anos para te chamar, não deixe para corrigir essas informações depois que for chamado. Irá perder tempo e dinheiro também, além do estresse. Detalhe: Só entre com o processo de retificação no judiciário brasileiro depois que tiver certeza que seu caso é passível de reconhecimento da cidadania italiana ou se tiver  outra motivação para corrigir os documentos. Irei citar alguns detalhes que considero importante ser observado:

Caso de mulheres nascidas antes de 1948:
Na Itália a transmissão da cidadania ocorria apenas por via paterna. Somente a partir da constituição que entrou em vigor a partir de 1948 é que as mulheres passaram a ter direito de transmitir a cidadania a seus filhos. Isso quer dizer que se houver alguma mulher na linha de descendência que tenha nascido antes de 1948, os filhos não terão direito ao reconhecimento da cidadania italiana. No meu caso, consegui a transmissão por via materna porque a minha mãe nasceu em novembro de 1948. Se ela tivesse nascido um ano antes, não teria direito. O meu pedido ficou assim: BISAVÔ transmite para o AVÔ, que transmite para a FILHA, que transmite para o neto. Na analise documental leve isso em consideração e veja se o seu caso não está enquadrado neste pequeno detalhe.

Filhos de União Não Matrimonial.
Na Itália não existe a “união estável” como no Brasil. No caso de filhos fora do regime de casamento, quem está transmitindo a cidadania deve constar na certidão de nascimento como um dos declarantes. Por exemplo: se seus pais não eram casados no civil quando você nasceu e quem está transmitindo a cidadania é sua mãe, ela deverá ser um dos declarantes em sua certidão de nascimento. Se isso não ocorreu, tem uma solução simples – procurar um cartório de notas e fazer uma escritura pública de reconhecimento de paternidade/maternidade, conforme modelo fornecido pelos consulados. Mas atenção: se este documento for confeccionado quando você for maior de idade, ou seja, maior de 18 anos, deverá apresentar a matrícula em até 360 dias ao funcionário do Consulado e fazer a “eleição da cidadania italiana”. É um procedimento simples, porém fique atento as datas, porque há um normativo na lei italiana, e se passado este prazo você perderá o direito. Se a pessoa que está transmitindo a cidadania for falecida e não constar como declarante na certidão de nascimento (no caso de filhos fora do regime do casamento no civil), os descendentes terão perdido o direito ao reconhecimento da cidadania italiana.

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63 thoughts on “Cidadania Italiana”

  1. Olá, gostei muito do seu site. Tem dicas valiosas sobre como conquistar a cidadania. Parabéns.

    Vou seguir seu conselho quanto ao arquivo nacional, já que tenho informações sobre a chegada de meus antepassados paternos pelo Navio Ester.

    Mas tenho uma dúvida. Eu tenho o Certificado de Batismo do meu antepassado italiano e não consegui localizar a certidão de casamento do meu tetravô na Itália. Meu triavô nasceu no Brasil, mas não tem certidão de nascimento, apenas de batismo. Será que vou conseguir obter a cidadania neste caso? O que você me sugere?

    1. Oi Solange. O consulado possui normas bem claras a cerca dos documentos que são válidos. Um amigo conseguiu o reconhecimento da cidadania apresentando o “certificado de batismo”, porém além dele ter documentos complementares, como lista de passageiros do navio, na época não existia cartórios na região, daí seria impossível obter registro. Não sei se ajudei. A pesquisa nos navios é muito interessante. Quero ver se localizo para você. Ok?

      1. Boa noite João zanella! Gostaria de obter informação de Lodovico zanella e Teresa Tozzi?

  2. João boa noite, eu venho pesquisando a anos para conseguir dar entrada ao processo de cidadania.
    Encontrei um parente distante q ja conseguiu, até me passou contato do advogado q fez o processo para ele mais achei que me cobrou muito caro para fazer o processo.
    Vejo que vc tbem é ZANELLA quem sabe pode me ajudar.
    Sou neto da Santina Fedrigo Zanella e Angelo Zanella, talve seja da sua decendencia.
    Aguardo um Contato.

    1. Olá Cleiton, tudo bem?
      Há alguns anos fiz uma ampla pesquisa sobre a família Zanella no Rio Grande do Sul, e utilizava como consulta um livro de um historiados caxiense chamado Mário Gardelin. Eu tenho esse livro, e irei pesquisar para você e verificar se encontro alguma coisa. Só não te prometo prá logo porque estou em mudança e meus livros estão dentro de caixas.

  3. Bom dia Zanella, tudo bem?
    Eu já consegui as certidões italianas e agora necessito retificar os nomes e sobrenomes aí em Caxias como devo proceder, que documentos serão necessários?
    2. Como consigo o livro do MÁRIO GARDELIN?
    Abraço- Sucesso
    Faustino Tragancin
    Rua SV de Novembro, 99
    89.560-000 – Videira SC

    1. Olá Faustino, tudo bem?
      Estou morando em Lages, mas sou de Caxias do Sul. Que tipo de dados você terá de corrigir? Você terá de entrar com um ação retificadora no Fórum, em Caxias do Sul. É um procedimento bem simples, mas irá precisar de um advogado. Me manda um email (joao.zanella@gmail.com), que te mando o meu processo para ter referência. Não é nada complexo, ok? Você até pode citar o número do meu processo como referência, se for o caso… Um abraço. Zanella.

    2. Olá Faustino, tudo bem?
      O livro do Mário Gardelin é editado pela EST EDITORA, de Porto Alegre. Pesquisa do Google. Eles têm um site, onde você pode comprar por correio. Entrega simples e segura. Tomando muito vinho em Videira?! Estive aí há dois meses, cidade muito linda!! Um abraço.

      1. Simone e Faustino,
        Minha história é interessante. Sabia que meu bisavô teria vindo da região do Vêneto, norte da Itália. Consultei na lista telefônica Virgilio.it quais cidades tinham mais pessoas com meu sobrenome. Selecionei as 26 igrejas ou capelas nas localidades de maiores concentração de “parentes”. Um certo dia, uma destas cartas retornou com a certidão de batismo. Aí foi fácil. Mantive contato com o cartório da cidade, por email, e me enviaram por correio a certidao de nascimento e depois, o registro anágrafe histórico. Um pouco de sorte. Abs. Joao.

  4. Bom dia. Tenho duas dúvidas que me cercam quanto ao processo. Antes vou explicar rapidamente minha linhagem: trisavô italiano – bisavô brasileiro – avô brasileiro – mãe brasileira – eu.
    Quais são as dúvidas:
    1) Meu bisavô teve todos os seus filhos antes do casamento, ou seja, todos os filhos, da mesma mulher, já eram vivos quando ambos casaram no civil. Meu bisavô até declarou na certidão de casamento a legitimação de todos os filhos no ato. Eu também nasci antes dos meus pais se casarem no civil. Isso constitui filho ilegítimo ou é pressuposto que como houve casamento entre os pais, o filho é legítimo?

    2) Quando meu bisavô legitimou todos os filhos em seu casamento, ele aproveitou para fazer as certidões de nascimento de todos. O tabelião da época lavrou as certidões no livro errado (B, ao invés do A) e por isso o cartório diz que não pode gerar uma nova certidão, seja simples ou inteiro teor, do meu avô. Terei de entrar com pedido de certidão tardia. Isso pode atrapalhar algo no processo?

    Agradeço pela ajuda.

    1. bom dia me chamo luiz roberto zanela ,filho de Laurindo zanela , neto de firmino Dante zanela ,,bisneto da Carlos zanela e carolina zanela meus antepassados vieram de podava ,meu pai disse que os documentos que meu avo tinha queimaram ,pode me ajudar

      1. Boa noite …Eu procuro minha tia carolina zanella …nascida em ourinhos …seus pais lodovico zanella e teresa tosi

      2. Oi luiz tudo bem …onde sua bisavó nasceu …procuro familiares de minha tia carolina zanela…filha de lodovico zanella

    2. Vinicius, se seu bisavô se casou depois, e legitimou os filhos, não vejo problemas. Ele deve ter legitimado no próprio casamento, certo? Com meu avo ocorreu algo bem parecido. É que naquela época não se tinha cartório tão próximo, daí os filhos não eram registrados no nascimento, mas quando “alguém ia para a cidade” ou, mais comum, no casamento. Se foi no casamento, sua bisavó também participou da legitimação. Nesse sentido, não vejo problema. Em relação a retificação de registros de pessoas falecidas, sugiro procurar um advogado. Embora pareça simples, nem sempre o é. Nossa legislação é bastante chata em relação há alguns aspectos. Se não tiver prova documental de que houve um erro no passado, poderá ter problemas. Grato pela visita ao site. Se precisar de alguma ajuda, conte comigo. Um abraço.

  5. Oi João, ótimo post! Só uma pergunta, te enviaram o documento de Vicenza? Tem mais de um mês que eu contatei o Ufficio Stato Civile por e-mail e sequer me responderam…

    1. Olá Fernanda,
      Sim, todos os pedidos que fiz, eles mandaram. Fica tranquila, que chega. Eles não costumam responder muito email não… Mas eles mandam direitinho sim. Ah, obrigado por acessar meu site. Estou reformulando ele, logo o deixarei bem interessante, com novidades. Um abraço.

    1. Amabilly, obrigado pela visita ao meu site. Não faço pesquisas sobre cidadania italiana. Como conduzi pessoalmente o processo da minha própria cidadania, criei este site para dar um depoimento sobre como foi meu processo e dar dicas. Não sou remunerado por isso, apenas o faço com o intuito de auxiliar naquilo que posso. Ok? Se seus descendentes vieram ao Brasil e se fixaram na região de Caxias do Sul, tenho um livro de registros de chegada de imigrantes que pode ajudar. É o livro do escritor e pesquisados Mário Gardelin, da Universidade de Caxias do Sul. É um compêndio maravilhoso onde consta inúmeros registros e pesquisas. Um abraço.

  6. Oi João, parabéns pelo post.
    Então, minha mãe é filha de uma união não matrimonial, onde o declarante foi o pai e minha vó já é falecida.
    Pelo que percebi, infelizmente, acho que não consigo obter a cidadania nem por via judicial. Nesse caso nem o batistério pode ajudar não é. Minha mãe e a irmã dela não podem requerer a cidadania.

    1. Daniely,
      Não há problema em relação a união não matrimonial, a questão é que sua mãe precisa fazer uma retificação junto ao Cartório de Registro Civil, através de escritura pública, onde reconhece você ser filha dela. Isso porque, quando a união é não matrimonial, a Itália exige que o registro seja feito pelos dois. Mas cuidado, se você for maior de idade, esse reconhecimento vale por apenas por um ano, a partir do reconhecimento no cartório. Ou seja, deixe para fazer isso pouco antes da entrega dos documentos traduzidos no Consulado.

  7. Ola, meu Bisavo Italiano, não compareceu para registar meu avô ( agosto 1923), e para piorar se casaram 2 meses ( outubro 1923 ) depois do nascimento de meu avô. Minha advogada ja tinha legalizado todos documentos e tinha viagem marcada para 9 de julho para reconhecimento na Italia e agora, encima da hora se deu conta da situação. Para tentar salvar a cidadania ela achou o registro de matrimonio de meu bisa na igreja, q se deu em 1921, e tambem o registro de batismo de meu avo q se deu em fevereiro de 1923. é possivel ainda salvar minha cidadania com estes fatos?

  8. ola, meu bisa italiano não declarou meu avo em certidao de nascimento ( agosto 1923 ) e tambem se casou no civil dois meses depois do nascimento do mesmo ( outubro de 1923). Estava com viagem para Bergamo marcada para 9 de julho e minha advogada se deu conta deste erro. Buscamos agora o matrimonio na igreja de meus bisa q se deu em 1921 e tambem certidão de batismo de meu avo com meu bisavo presente em fevereiro de 1923. Na certidão de casamento de meu avo consta que ele é filho legitimo e tambem é o declarante no óbito de meu bisa. Minha advogada vai a um comune na Italia com toda esta documentação dizendo que a situação poe se resolver, sera q pode??

    1. Josean,
      Caso complexo. Os documentos brasileiros para terem validade na Itália precisam ser legalizados pelo Consulado Italiano no Brasil antes. Se entendi bem, o documento que possui não é de cartório, mas da Igreja, certo? Considerando que em 1923 já existiam cartórios do Brasil, é provável que o consulado italiano não aceite apenas esse documento… Mas como disse, é um caso bem diferente… Com certeza sua advogada poderá lhe orientar melhor do que eu nesse caso… Obrigado por visitar meu site.

    1. Olá Daniel.
      O primeiro passo é tentar organizar uma árvore da família. Por exemplo, se você sabe que é seu bisavô e que nasceu na Itália, tente fazer um “mapa” de descendentes até você. Coloque ao lado de “mapa” a data de nascimento, casamento e óbito. A medida que for descobrindo essas informações, vai preenchendo. Feita esta árvore, faça a primeira análise. Há alguma mulher na linha de descendência nascida antes de 1948? Se houver (sua avó, por exemplo), não perca mais tempo… O próximo passo, é iniciar a busca “material”, ou seja, ver quais documentos você tem. Comece pelo “topo” da árvore, ou seja, por seu descendente italiano. Você terá que ter: 1. certidão de nascimento italiana; 2. certidão de casamento italiana ou brasileira; 3. certidão de óbito (quase sempre brasileira). Faça a busca até chegar a você.
      De posse dos documentos, comece a analisar as datas e os locais de nascimento. Verifique se as informações estão de acordo com a realidade. Por exemplo, se seu bisavô nasceu na Itália, na declaração de óbito não pode estar escrito “brasileiro” ou “nascido no Brasil”. Os documentos que encontrar divergência, sugiro que procure um advogado para fazer os ajustes nos documentos por via judicial. Entre no site do Ministério da Justiça, e emita a certidão negativa de naturalização do descentente italiano. Faça sua inscrição no Consulado Italiano mais próximo. Quando for chamado, contrate um tradutor juramentado, e faça a tradução dos documentos para o italiano. Pronto. Acho que é isso. Grato por visitar meu site.

  9. Boa tarde, Joao Zanella

    Estou pegando as certidões e verifiquei que na certidão de nascimento do meu bisavô o sobrenome é DALLORTO e o sobrenome do pai também é DALLORTO, sendo a assinatura do pai nesta certidão DELLORTO (que é o sobrenome certo na certidão italiana).
    Porém, as outras certidões casamento e óbito tá tudo DELLORTO, e na certidão de casamento consta que ele é filho legítimo e o nome correto do pai, bem como assinatura do pai como testemunha.
    Você acha melhor retificar a certidão de nascimento ou não?

    Obrigado,

    Dewey

    1. Dewey, todas as demais informações da certidão estão corretas?! Analise as datas (nascimento, casamento e óbito); os locais de nascimento em todas as certidões. Se tudo estiver certo, e apenas houver esse erro, não perca tempo com isso e encaminhe o processo. Se tiver outras informação errada, aí aproveite o processo e corrija tudo o que não estiver de acordo. Ok? Mas analise tudo, amigão. Pegue os documentos e compare os dados. De cada descendente separe Certidao de Nascimento, Casamento e Óbito. Na certidão de óbito, por exemplo, normalmente aparecer apenas a “idade que a pessoa tinha quando morreu”. Veja se bate a informação com a certidão de nascimento. Tanto na certidão de casamento e de óbito, consta a informação “nascido em”…. Verifique se está correto, se for o descendente italiano, e estiver escrito “no Brasil”… terá de alterar… Você não pode deixar dúvidas documentais que é descendente de italiano. Não é uma letra no sobrenome que gerará esta dúvida, mas observe muito as datas e os locais de nascimento. Ok? Se precisar te ajudo.

  10. Joao me responde algo que me deixou em dúvida, no caso minha mãe a descendente do italiano, me teve fora do casamento dela, o prazo de um ano é depois que eu completo 18 anos? No caso eu sou mais velho, passaram-se mais de 1 anos, então eu perdi meu direito a cidadania?

    1. Matheus, beleza?
      Seu caso é igual ao meu. Esta instrução deixa dúvida. O prazo de um ano é contados a partir da emissão da escritura pública de reconhecimento de maternidade, emitida por sua mãe num cartório. Mas considero importante rever as instruções do consulado italiano e verificar se esta norma está valendo ainda. Antigamente era apenas uma declaração que a mãe fazia, depois passaram a exigir uma escritura pública… É bom esclarecer isso antes de emitir o documento. Ok?

  11. Olá João, tudo bem?….meu bisavò era italiano mas minha mãe é filha ilegitima e não possui o nome do pai na sua certidão. Como posso proceder??? Meu bisavô italiano se chamava Emilio Gesteira Pezzo e minha bisavó Ottiste Frigeri. O pai da minha mãe se chamava João Gesteira Frigeri Pezzo.

    1. Olá Cristina, tudo certo?
      Bah, caso complexo. Não sou advogado, mas penso que teria de provar documentalmente isso, e entrar com uma ação judicial para inclusão do nome do PAI no documento de nascimento. Sem esta informação, o Consulado Italiano não dá andamento ao processo. Uma pergunta: em que ano sua mãe nasceu?! Se for antes de 1948, não perca tempo, nem dinheiro com isso.

      1. Oi João, obrigado por responder. Minha mãe nasceu em 1946. E é verdade é um caso muito complexo.

  12. Olá, você sabe algo sobre o sobrenome Vanzolin? Quero fazer a dupla cidadania e caso você saiba de algo já ajudaria 🙂

    1. Olá André. Grato pela visita em meu site. Tenho um livro em casa, onde consta o registro das famílias italianas que chegaram ao Brasil e se colocaram na RCI (Região de Colonização Italiana) do RS, onde Caxias do Sul era a “sede da Colônia”. Irei analisar esse documento, e verifico se encontro algo com a referência do sobrenome da sua família. Ok? Escrevo por aqui mesmo.

  13. Olá João tudo bem? Por favor me ajude com essa dúvida. Tenho um bisavô italiano ( que não se naturalizou no Brasil), porém ele teve uma filha (minha avó), e minha mãe que infelizmente nasceu antes de 1948. Mas neste caso minha mãe pode pegar a cidadania e passar aos filhos?

    1. Olá Francine, tudo bem? A notícia não é boa… antes da constituição de 1948, as mulheres não transmitiam a cidadania italiana a seus descendentes. Esse direito passou a valer apenas as nascidas após esta data, infelizmente. Pela linha de descendência da sua mãe não conseguirá o reconhecimento da cidadania italiana, ao menos que mude a Lei, fato bem difícil.

  14. Olá João!
    No meu caso só falta a certidão de casamento de Maria Pegoraro (1869) com Germano Pozzer (1864) casaram na igreja nova trento. Sei que o celebrante foi o padre Alexandre pellegrini. Mas ainda não consegui saber onde posso conseguir esse documento! Será que consegue me ajudar, por favor!

    1. Olá Priscila, tudo bem? Em 1869 é provável que não ainda não existia cartórios na região de Nova Trento. Por isso, esses documentos normalmente ficam na Cúria. Fui há Nova Trento algumas vezes, porém não sei se lá existe Cúria, mas isso é bem simples descobrir. Basta perguntar para qualquer padre, que saberá informar. Talvez a região pertença a Brusque ou São João Bastista, não sei qual das duas cidades é mais antiga… A certidão de óbito dela foi registrada em qual cartório? Normalmente este documento traz alguma referência…

  15. Boa tarde,
    Iniciei o processo na Itália, como minha mãe e meu pai não são casados e moça da prefeitura na Itália pediu uma declaração de maternidade, porém em algumas leituras dizem além do documento a minha mãe precisa ser reconhecida italiana para me “eleger”, isso procede?

    1. Olá Evandro. Tudo bem?
      A Lei Italiana tem algumas coisas que para nós, brasileiros, soa um pouco estranho… Mas fazer o quê?! No Brasil quem registra o filho é o PAI, através da declaração de nascido vivo. Ou seja, não se tem dúvidas quanto a maternidade, porque obviamente a criança “saiu da barriga de alguém”…Porém, a paternidade pode deixar dúvidas, ao menos no momento do nascimento… Quando se trata de pais não casados, a Lei Italiana exige a presença dos dois no cartório para efetuar o registro. E os dois, juntos, se declaram pais da criança. Como aqui isso não funciona desta forma, é provável que sua mãe não aparece na certidão de nascimento como declarante, apenas seu pai. Neste caso, você deverá ir a um cartório, junto com sua mãe, e fazer uma escritura pública de reconhecimento de maternidade. Só dê uma lida nas instruções do consulado quanto a data e/ou prazo de emissão do documentos… há um tempo para isso ser feito… veja se não mudou isso.. Ok? No meu caso, tive de fazer esse documento. Se precisar de um modelo, te envio, sem problemas. ok?

  16. Olá João!
    Meu bisavô italiano não se naturalizou (Já possuo sua certidão negativa de naturalização), no entanto, casou-se com minha bisavó como brasileiro. Acredito que ele tenha emitido uma certidão de nascimento brasileira… Sabe se existe algum recurso para esse caso?

    Desde já agradeço!

    1. Oi Luísa,
      Nunca ouvi falar nisso. Como tivemos um período de entre guerras, era normal os italianos esconderem sua naturalidade para evitar algum tipo de problema. Em Caxias do Sul, por exemplo, em dado momento, algumas ruas de nomes italianos tiveram seus nomes alterados por conta dessa situação política (é o caso da Avenida Itália, que em dado período se chamou Avenida Brasil; e da Praça Dante Alighieri, que passou a se chamar Praça Rui Barbosa). Tenta descobrir o local em que nasceu na Itália, e a certidão de nascimento italiana. Depois entra com pedido de retificação das certidões brasileiras. Abs. Joao

  17. Cidadania Italiana
    KT

    Olá João minha cidadania começa pele meu trisavô que é o italiano certo, então depois veio meu bisavô nasceu no Brasil, depois minha avó, depois minha mãe que nasceu em 1956 isso me daria o direito certo, mais tem um problema minha avó não foi casada com meu avô no civil só casaram na igreja, e quando minha mãe nasceu quem foi o declarante na certidão dela foi meu avô, por te cido meu avô que declarou minha mãe na certidão e não minha avó “tira meu direito dá cidadania”, queria saber se realmente tira meu direito mesmo que na certidão de minha mãe consta o nome de meu avô é minha avó como pais ligitimo,e se realmente tirar meu direito a cidadania se existe alguma possibilidade de reverter essa situação via judicial.
    Obs: meus avós casaram no religioso e tenho a certidão de casamento dá igreja, e na certidão de nascimento de minha mãe fala que ela eram casados religiosamente.
    E uma pessoa que eu conheço foi recente para Itália dar entrada no processo com o msm problema que o meu e o oficial do comune disse que ela teria que entrar não justiça e retificar onde está escrito filho legítimo retificar para filho natural.
    Será que à possibilidade de dar certo?

    Desde já agradeço e espero um retorno.

  18. Olá,

    No meu caso, consta apenas o nome do meu pai na minha certidão de nascimento. Mas a descendente é a minha mãe. Os dois não eram casados quando eu nasci, porém se casaram recentemente, quando eu já era maior de idade. Ainda assim precisarei de uma declaração da minha mãe?

    Obrigado

    1. Sim, precisará incluir o nome dela na sua certidão e depois fazer uma matrícula de reconhecimento de maternidade no cartório de notas. Mas fique atento as prazos. Esse documento tem validade. Abs. Joao

  19. Bom dia João!
    Sou fruto de uma união fora do casamento.Quando nasci em 1978 meu pai foi me registrar,logo ele é o declarante,só que,ele só me registrou no nome dele,ou seja, eu não tinha mãe,que é a filha do italiano, aos depois, quanto eu tinha 16 anos,para que eu pudesse tirar meus documentos aos 18 anos,minha mãe entrou da Justiça para conseguir a inclusão do nome dela na minha certidão e graças à Deus minha certidão foi corrigida.Minha dúvida é a seguinte,para conseguir,ela teve que entrar com um pedido de Retificação de Registro Civil?E se for, o cartório tem arquivado este documento?
    Ela faleceu em 2009,gostaria de saber se não há mais nada à fazer.
    Obrigada!

    1. Sabrina. Com certeza o cartório tem esse documento. Vc tem de solicitar uma certidão de nascimento de inteiro teor. Quando ela entra com uma ação na justiça ela está reconhecendo a sua maternidade. Abs. Joao

  20. Gente sei que meus bisavós tanto materno quanto paterno nasceram na Italia ,ou seja,foram registrados la, o batistério também é de la mas só sei o nome deles.Qual deve ser meu ponto de partida?

    1. Simone. O ponto de partida é saber onde foram morar quando chegaram no Brasil. Depois, fazer uma busca nesses cartórios e tentar localizar a certidão de casamento e de óbito. Se nestes dois documentos não houver o registro do local de nascimento, deverá iniciar uma pesquisa para tentar saber qual a provável região que vieram da Itália. Se eles imigraram para o Rio Grande do Sul, isso não é difícil, porque lá foi constituída uma RCI (Região de Colonização Italiana), e possuem muitos registros. Hoje a RCI compreende os municípios de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Carlos Barbosa, Garibaldi, Flores da Cunha, Antonio Prado, Ipe, Nova Roma do Sul, Nova Pádua etc.). O principal documento é a certidão de nascimento italiana. Para consegui-la tem de saber o local de nascimento na Itália. Abs. Joao

  21. Hola .sou Alex
    Estou fazendo as buscas dos documentos da minha família e neles encontrei q meu vo não era casado com a minha vó e o nome dele na certidão de óbito esta diferente dos outros documentos.
    Na certidão de óbito esta Jose Benedicto e nos documentos dos filhos José Benedito dos Santos. Eu teria problemas com isso?
    Obrigado.

    1. Alex, tudo bem? Quanto ao erro de grafia na certidão não é o problema, porque daria para você entrar com ação judicial de retificação. Tendo os documentos que comprovem o erro, é um processo bem simples. O problema que vejo é que a Lei Italiana não reconhece filhos fora do casamento ou de pais não casados quando na certidão de nascimento há apenas o comparecimento de um deles no cartório. Explico melhor isso. É que no Brasil, normalmente é o pai que leva no cartório o documento que recebemos na maternidade chamado de “declaração de nascido vivo”. Neste documento consta apenas o nome da mãe. Então, o pai leva esse documento no cartório e “declara” que aquela criança é dele. Quando os progenitores não são casados, a Lei Italiana entende que o filho é como se fosse “fora do casamento” e nestes casos, ela exige que tanto o pai quanto a mãe compareçam no cartório e façam, conjuntamente, o registro do nascimento do filho. Isso não é difícil de resolver, porque basta a mãe ir num cartório de notas e fazer uma matrícula de reconhecimento de maternidade, onde reconhece aquela criança como seu filho. Parece meio estranho isso, mas é assim que funciona. O problema é que você está dizendo que seus avós não eram casados. Então, se sua avó já estiver falecida, como faz para reconhecer a maternidade dos filhos?! Complexo. Abs. Joao.

  22. Oi, João
    Estou juntando a documentação da minha família, já encontrei praticamente toda a documentação necessária, só falta o nascimento e o casamento do imigrante Giuseppe Grigoletto (meu tataravô) e o nascimento do seu filho Eugenio Grigoletto (meu bisavô). Para a documentação do imigrante já enviei carta para a Itália e estou aguardando retorno, porém o meu problema tem sido encontrar o nascimento do brasileiro Eugenio.
    Tenho informações do centro de pesquisa de Nova Palma/RS me dizendo que ele nasceu em Vale Veneto, proximo a Santa Maria, porém não consigo encontrar nem na curia de Santa Maria, nem na Curia de Nova Palma.
    Pode me ajudar? onde mais eu poderia pesquisar?

    Procuro documento de Eugênio Grigoletto
    Pai: Giuseppe Grigoletto
    Mãe: Maria Ramo (Riani) (Maria Grigoletto era o nome de casada)
    Nacimento: 08/07/1882 em Vale Vêneto.
    Casou-se a 20/04/1901 em Vale Vêneto com Elizabetta Zanini (Eliza em alguns documentos).

    1. Olá Tatile. Se é perto de Santa Maria, só pode ser São João de Polêsine, que foi uma das últimas colônias italianas a se formar no Rio Grande do Sul. Mas fiquei com dúvida. Não tens a certidão de óbito dele? Na certidão de óbito é obrigatório dizer o local de nascimento, pois os cartórios se trocam informações para que os registros fiquem iguais. Tenta consultar o cartório dessa cidade… Talvez encontre algo.Abs. Joao

  23. Bom dia João,
    Estou reunindo a documentação para cidadania italiana. No entanto, tenho uma filha de dois anos e gostaria de já incluí-la no requerimento. Como só tenho união estável, é possível incluí-la com a declaração de maternidade (consta na certidão apenas o pai como declarante)? Desde já agradeço sua atenção.

    1. Elaine, tudo bem?
      Seu caso é parecido com o meu. Teria de dar uma analisada se isso não mudou, mas a princípio teria de fazer uma escritura pública de reconhecimento de maternidade. É algo que parece estranho, mas para a Lei Italiana, quando os progenitores não são casados, ambos devem comparecer no cartório para registrar a criança. No Brasil, apenas a presença do pai é o suficiente, pois aquele documento que recebemos no hospital (documento de nascido vivo) informa quem é a mãe. Como esse documento tem validade, se for necessário ainda, sugiro faze-lo no momento que for apresentar o processo ao Consulado, não agora. Ok?

  24. Olá,João.Meu nome é Helena Dutra ,resido no Rio de Janeiro.Sou natural Rio Gde do Sul Porto Alegre,.Sou filha legitima de Ulysses Geremia(Caxias do Sul).Sou fruto de uma união fora do casamento.E sou neta de Giacomo Geremia (nasceu em San Martino di Lupari próximo a Pádova,no Veneto e Angela Ida Zacchera.Soua)Sou a filha mais velha.. Hoje tenho interesse de conseguir a cidadania Italiana.Como posso conseguir?Tenho minha certidão de Nascimento com o nome do pai e de meu avô.É meu único documento. Porém não uso o nome Geremia.
    O que é necessário?Certidão de nascimento do meu pai Ulysses?Certidão de óbito? Certidão de nascimento de meu avô Giácomo,certidão de casamento de Giácomo e Ângela,certidão de óbito dos dois?
    Obrigada e parabéns pelo site!
    Aguardo.

  25. João, bom dia! Tudo bem? Veja o meu caso: meu bisavô nasceu em 06/07/1898 antes do casamento dos seus pais italianos (antenato) que se casaram em 04/11/1899. Na época não foi feito registro de nascimento, apenas de batismo. Estou requerendo judicialmente o registro tardio do nascimento dele. Dessa forma, não constará como declarante no seu registro de nascimento o seu pai (antenato). Tenho direito à cidadania italiana via consulado de BH?
    Muito obrigado!

  26. João, boa tarde, preciso de uma orientação, Estou juntgando os documentos para o processo da cidadania italiana, Foi o meu avo que veio da Itallia, tenho a certidão de nascimento, alguns documentgos que ele lutou na guerra la na Italia, porem ele veio para o Brasil sozinho, e teoricamente se casou aqui com a minha avo, ambos ja faleceram a muitos anos. Ja procurei em vários cartórios o registro de casamento e não os encontrei, acredito que ele não tenham se casado no civel. Solicitei aos cartorios da região uma certidão negativa que não existiu o casamento. Minha pergunta é simples, essa certi~dao negativa me ajudará a provar que eles não se casaram no civil? segunda você tem um exemplo de carta (texto) que eu possa fazer assumindo todos os riscos desssa declaração? se sim você poderia me enviar? obrigado pela sua atenção

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